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Gratidão…
2 de Fevereiro de 2012
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A Natureza
20 de Janeiro de 2012
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Mensagem de 2012
9 de Janeiro de 2012
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Profecia de 2012 – Crise de Consciência
16 de Dezembro de 2011
Fernando Malkún
Fonte
www.eltiempo.com/gente/ARTICULO-WEB-NEW_NOTA_INTERIOR-10532169.html
O tempo de Fernand Malkun é dividido entre a investigação e conferências. Recentemente, fez palestras em Bogotá, e no próximo mês será ao sul do continente.
O especialista em cultura maia explica o que esta civilização escreveu durante o próximo ano.
Há quinze anos atrás, Fernando Malkun, barranquillero ( natural de Barranquilla, uma cidade da Colômbia) de origem libanesa, deixou a arquitetura que tinha estudado na Universidade de los Andes, e a qual havia se dedicado por quase uma década, para responder às perguntas que se atravessaram em sua vida. Durante esse tempo, ele se encontrou com a cultura Maia e dedicou-se completamente ao seu estudo. Hoje é um especialista no tema, com reconhecimento internacional e continua viajando pelo mundo explicando a mensagem que esta civilização deixou para os seres humanos.
Os maias disseram que o mundo iria acabar em 2012?
Estão gerando um pânico coletivo absurdo aduzindo que eles tinham anunciado que o mundo iria acabar em dezembro de 2012. Não é verdade. Os Maias nunca usaram a palavra fim. Anunciaram um momento de mudança, de grande aumento de energia do planeta, o que causaria “eventos de destino”, isto é, definitivos, nas pessoas. O problema é que o nível de consciencia da maioria das pessoas atinge apenas o fim do mundo e não a transformação de consciencia.
Quando isso vai acontecer?
Não vai acontecer, está acontecendo. As pessoas não estão juntando todas as peças do quebra-cabeças para perceber isso. Acreditam apenas que estes eventos atuais são causados por um conjunto de “coincidencias” evolutivas. Mas estamos em uma onda de mudanças como nunca antes.
O que se percebe, segundo o que é dito pelos Maias?
A profecia anunciou que o planeta aumentaria a sua freqüência vibracional, o que é um fato: esta freqüência, que se mede com a ressonância Schumann, passou de 8 a 13 ciclos. Todos os planetas do sistema solar estão mudando. De 1992 até hoje, os pólos de Marte desapareceram 60 por cento e Vênus tem quase o dobro de luminescência. Passamos 300 anos registrando o Sol e as tempestades solares maiores têm ocorrido nos últimos seis meses. Houve um aumento de terremotos de 425 por cento. Tudo está acelerado dos pontos de vista geofísico e solar. Nosso cérebro, que irradia suas próprias ondas, é afetado por essa maior irradiação do sol. Essa carga eletromagnética é o motivo por que sentimos o tempo mais rápido. Não é o tempo físico, mas o tempo de percepção emocional.
Fale sobre 1992. Por que este ano? O que aconteceu ?
A essência das profecias maias é comunicar a existência de um ciclo de 26.000 anos, chamado “o grande ciclo cósmico”. Tudo, estações, meses, dias se ajustam a esse ciclo. Há 13 mil anos atrás, o sol -assim como agora- irradiou mais energia no planeta e derreteu a camada de gelo . Essa camada desaguou no mar, elevou o seu nível em 120 metros e ocorreu o chamado “Dilúvio Universal “. Os Maias disseram que quando o sistema solar estiver novamente a 180 graus de onde estava a 13.000 anos atrás, a Estrela do Norte brilha sobre o pólo, a constelação de Aquário aparece no horizonte e o trânsito décimo terceiro de Vênus se der – o que vai acontecer em 6 de junho de 2012 – o centro da galáxia pulssará e haverá manifestações de fogo, água, terra, ar. Eles falam, especificamente, de dois períodos de vinte anos , de 1992 a 2012 e 2012-2032 – de intensas mudanças.
Por que anunciavam isso?
A proximidade da morte faz com que as pessoas repensem suas vidas, examinem e corrijam a direção que tomam. Isso é algo que ocorre somente se algo se aproxima de você, ou você passa diretamente, te impacta tremendamente. Isto é o que tem acontecido com os tsunamis,os terremotos, as catástrofes naturais de que vivemos, os conflitos sociais, economicos, etc.
Então, eles falam de morte.
Eles falam de mudança, de um despertar da consciência. Tudo o que está errado com o planeta está se potencializando com o objetivo de que a mente humana se dedique a resolvê-lo. Há uma crise de consciência individual. As pessoas estão vivendo “eventos de destino”, seja em seus relacionamentos, seus recursos, em sua saúde. É um processo de mudança que se baseia principalmente no desdobramento invisível, e está afetando em especial à mulher.
Por que as mulheres?
A mulher é quem terá o poder de criar a nova era, devido à sua maior sensibilidade. De acordo com as profecias – não só as maias, mas muitas-, a era que se aproxima é de harmonia e espiritualidade. As coisas que estão mal vão se resolver no período que os Maias chamaram de “tempo do não tempo”, que será de 2012-2032. Desde 1992, o percentual de mulheres que vêem a aura (seres curadores) do planeta tem aumentado. Hoje, é de 8,6 por cento. Imagine que em 2014 seja de 10 por cento. Isso significaria o início de um período mais transparente. Essa seria a direção da mudança não violenta.
Mas o que se vê hoje é um aumento na agressividade …
As duas polaridades são intensificadas. Estão abertos os dois caminhos, o negativo, escuro, destruição, de confronto do homem com o homem; e o de crescimento da consciência. Existem várias vozes que estão levando os seres humanos a pensar sobre isso. Desde 1992, as informações proibidas dos gnósticos, dos maçons, dos Illuminati, estão abertas para que se utilize no processo de mudança de si mesmo. A religião esta acabando e a religiosidade é que irá permanecer.
Tudo isso , os Maias deixaram de escrito, assim específico?
Não a esse ponto. Eles disseram que o sol iria mudar as condições do planeta e criar “eventos de destino “. O sol bateu todos os recordes este ano. Os Terremotos aumentaram 425 por cento. A mudança de temperatura é muito intensa: de 92 para cá aumentou quase um grau, o mesmo que subiu nos últimos 100 anos anteriores. Antes, havia 600 ou 700 tormentas elétricas simultâneas, hoje há duas mil. Antes se registravam 80 raios por segundo, agora caem entre 180 e 220.
Como eles sabiam que isso ia acontecer?
Eles tinham uma tecnologia extraordinária. Em suas pirâmides havia altares de onde eles estudaram o movimento do sol no horizonte. Produziam gráficos com os quais sabiam quando haveria as manchas solares, quando aconteceriam tempestades elétricas. Foi um conhecimento que receberam dos egípcios, que, por sua vez, o receberam dos sacerdotes sobreviventes da Atlântida, civilização destruída 13.000 anos atrás. Os Maias aperfeiçoaram o conhecimentos e foram os criadores dos calendários mais precisos. Um deles, chamado “Conta larga” termina em 21 de dezembro de 2012, e marca o ponto do centro exato do período de 26.000 anos. Eles sabiam que essas mudanças estavam vindo e o que eles fizeram foi dar essa informação para o homem de 2012.
Será que estas mudanças só foram levantadas por eles?
Todas as profecias falam da mesma coisa. Os hindus, por exemplo, anunciam o momento de mudança e falam sobre a chegada de um ser extraordinário qual o mundo ocidental cristão apregoa. Os Maias nunca falaram de um ser extraordinário que viria para nos salvar, mas falaram de crescer em consciência e assumir a responsabilidade, cada ser na sua individualidade.
E se as pessoas não acreditam nisso?
Acreditando ou não, vai senti-lo no seu interior. A mudança que estamos vivenciando não é algo de se acreditar ou não. Neste momento, a maioria está vivendo um tempo de avaliação de sua vida. Por que estou aqui, o que está acontecendo, para onde eu quero ir? Basta olhar o crescimento da busca de espiritualidade, não de religiosidade, porque a religião não está dando mais respostas às pessoas.
A sua vida pessoal mudou?
Há quinze anos atrás, eu era tremendamente materialista. Minha conduta é muito diferente hoje. Eu me perguntei por que estava aqui, para quê, e por razões especiais acabei metido no mundo Maia. E posso afirmar que não se tratam de crenças falsas para substituir crenças falsas. Tirei muitas histórias da minha mente, mas eu ainda estou no terceiro nível de consciência, que é dominante no planeta.
Quem está mais em cima?
Há pessoas que estão em um nível 4 ou 5. São as menos famosas, de perfil baixo. Em uma viagem conheci um jardineiro extraordinário, por exemplo. Estes seres estão em serviço permanente, afetando a vida de muitas pessoas, mas não publicamente.
O que devemos fazer, de acordo com essa teoria?
O universo está nos dando uma oportunidade individual para reestruturar nossas vidas. A maneira de sincronizar-nos é, primeiro, não ter medo, perceber que podemos mudar nossa consciência. A física quântica já disse: a consciência modifica a matéria. O que significa que sua vida depende daquilo que você pensa. A distância entre causa e efeito tem diminuído. Há vinte anos atrás, para que se manifestasse algo em sua vida, necessitava-se de muita energia. A vinte anos atrás qualquer fator de punição de um ato maldoso ganhavam-se os anos para receber alarde. Hoje tudo ganha destaque rápido. A corrupção pelo mundo a fora tem ganhado destaque internacional. As ditaduras estão caindo. As religiões estão a cada dia mais problemáticas, Hoje, você pensa algo e em uma semana está acontecendo. Sua mente causa isso. O que devemos é buscar, as respostas estão aí.
Basta ter olhos para ver e ouvidos para ouvir.
Seja voce a mudança que deseja ver no mundo.
Mahatma GhandiCategoria: Geral, Pensamentos, Tomada de Consciência | Sem Comentários
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El Dourado
15 de Dezembro de 2011
Texto de Dalton Delfini Maziero
Em entrevista exclusiva, o pesquisador e artista Roland Stevenson nos
revela fatos surpreendentes sobre o mito do El Dorado. A descoberta de
uma estrada inca em plena floresta brasileira, o saque sistemático
de estrangeiros ao nosso patrimônio cultural e a comprovação
da existência do lendário lago Parime, são apenas
algumas das polêmicas desta matéria. Seria o ouro inca, proveniente
do Brasil? Seria o El Dorado, mais do que uma lenda?1) Sua nacionalidade é chilena. O que o motivou
a mudar-se para o Brasil, em especial o Amazônas?
Desde pequeno, aos 10 anos de idade, tive a sorte de ser influenciado por
colegas de bairro que praticavam excursionismo, e a poucos quilômetros
de nossa casa em Santiago, eleva-se a Cordilheira dos Andes. Não
obstante, no Chile faz muito frio, e não faltou ocasião em
que perdido na neve das montanhas, sonhei com um clima tropical.
2) Como foi seu primeiro contato com o mito do El Dorado?
Foi um impacto incrível quando me deparei com os índios yanomani
em 1979, observando que alguns deles possuíam rostos semelhantes
aos quêchuas do Peru. Então me assaltou a idéia de que
talvez a lenda do El Dorado tivesse fundamento histórico, e os yanomani
alguma relação apesar dos 1400 km de distância do Império
Inca.3) Você alega que o lendário Lago Parime, que margeava o El Dorado e aparece nos mapas dos séculos
XVI e XVII, existiu realmente.
Essa tese já foi aceita pelos geólogos?Sim, está absolutamente comprovado. Três geólogos brasileiros
não tem a menor dúvida da sedimentação lacustre
do solo do lavrado (planície). A área esteve submersa desde
que a ruptura Graben do Tacutú se comunicava com o Atlântico,
tendo começado a se extinguir
por volta de uns 700 anos atrás, provocado por um
processo chamado epirogénese positivo, de elevação
constante da superfície. Os nomes desses geólogos são
Gert Woeltje do DNPM (Departamento Nacional de Pesquisas Minerais) do AM;
Frederico Guimarães Cruz da SEMACT (Secretaria Especial do Meio Ambiente,
Ciência e Tecnologia) de Presidente Figueiredo, AM; e Salomão
Cruz, hoje Deputado Federal em Brasília, DF.4) Parece existir uma confusão histórica entre o lago Parime e o Guatavita, na Colômbia. Você
poderia esclarecer isso?
Sim, existe uma grande confusão, e a culpa disso é dos historiadores
do Brasil, que não se interessam em renovar seus dados, mantendo
informações dos séculos passados, quando havia poucos
conhecimentos técnicos e geográficos. O primeiro explorador
a mencionar um lago como referência ao El Dorado, foi Gonzalo Pizarro,
que empreendeu em 1541 a famosa expedição a sua procura, disfarçado
pelo interesse da especiaria da canela. Do contrário não haveria
colaboração dos indígenas. Nenhum dos outros aventureiros
como Quesada, Benalcazar ou Federman, falaram do lago na época. Contudo,
entre 1538/39 solidificou-se na Colômbia a existência de um
grande caminho que penetrava na imensidão da floresta amazônica,
direcionada para o leste dos Andes, o qual situava-se a 600 km de Bogotá,
exatamente no limite entre Equador e Colômbia. É possível
que a informação do lago foi arrancada sob tortura ao coletor
de ouro do norte (Equador), de nome Rumunháui, quem confessaria que
a 70 dias de viagem por aquele caminho…e devemos lembrar que os incas
andavam 20 km por dia…, isto é 1400 km até as serras do
Pico da Neblina no Brasil, onde achariam o início das fontes auríferas
dessa civilização, embora o ponto principal estaria junto
ao grande lago de Roraima.
Oficialmente, foi divulgado que Ruminháui morrera sem confessar a
localização, fato compreensivo pelo excesso de concorrentes
sedentos de ouro. Gonzalo Pizarro fracassou no intento de alcançar
as fontes auríferas, mas conseguiu avançar 900 km, chegando
até a Bacia de Uaupés no Brasil, segundo contam as lendas
indígenas. Da mesma forma, seu patrício Francisco de Orellana
(1542) tentava descobri-la por via fluvial.Passaram-se 28 anos de silêncio e desânimo ante tanta dificuldade,
até que em 1570 surgiram novas informações de sua localização,
desta vez provenientes de índios aruak, que orientavam o governador
de Marguerita, no Caribe. Diziam que depois das nascentes do rio Orenoco,
no outro lado das serras (Pacaraima) existia um enorme lago rodeado de montanhas
riquíssimas em ouro e pedras preciosas. Iniciava-se assim, uma nova
corrida em busca desse sítio fabuloso, que pelas novas indicações
situava-se no Brasil.Para infortúnio dos exploradores, o referido lago jamais foi visto,
embora agora sabemos que apesar de passarem até por cima dele, nunca
o detectaram, achando somente as planícies secas do seu leito, hoje
transformado em campos de pastagens.O primeiro a confundir essa história foi Alexandre Von Humboldt em
1800, que após longa expedição pelo rio Orenoco na
Venezuela, foi impedido de entrar no Brasil, e num desabafo pelo bloqueio,
escreveu que o lago citado por Hariot e Hondius eram apenas uma ilusão.
Depois, na Colômbia, decidiu que o pequeno lago Guatavita, devido
a lenda do “Homem Dourado” que se banhava coberto em pó
de ouro, seria o pivô da história. Sem saber que a região
carece completamente de potencial aurífero, comparado a Roraima que
está entre as maiores do mundo.
5) Além do lago Parime, você encontrou indícios de um antigo caminho pré-colombiano na região do Amazônas.
Como foi essa descoberta?
Em 1977 comecei as pesquisas no Alto Rio Negro, onde fomos em busca das
fortificações de pedras a que alguns escritores se referiam,
a exemplo de Barbosa Rodrigues. Conseguimos localizá-las através
de guias indígenas. Tratava-se de restos de muros de pedras que os
nativos brasileiros não costumam utilizar, tornando-se para nós
um grande mistério, pois seus vestígios achavam-se invariavelmente
a cada 20 km, situados paralelamente à linha equatorial, cerca de
uns 60 km. O enigma começou a se desvendar quando achamos próximo
de uma delas o petroglifo de uma lhama, animal de carga dos povos andinos.
Ao estudar as características deste camelídeo, reparamos que
ele caminha somente 20 km por dia, negando-se a continuar além disso.
Então, as fortificações eram pousadas de descanso dos
viajantes, dispostas em função do rendimento das lhamas. Tratava-se
evidentemente de um caminho extinto, apagado pela floresta, exceto os Tambos
como chamam as pousadas no Peru. Em contato com diversas tribos da Bacia
do Uaupés, ouvimos as lendas a respeito deste caminho, contada pelos
velhos de boca em boca através das gerações. Curiosamente
todos os grupos indígenas coincidiam com a mesma narrativa, especialmente
entre os Dessana, Pirá-tapuya e Tukano, chamando-a de Nhamíni-wi.
Explicavam ser um grande caminho que alcançava as montanhas dos Andes,
ou a “casa da noite”, onde obscurece o sol. Por ele transitavam
numerosos “soldados”, carregando pesadíssimas caixas contendo
“insetos de ouro”. Tais caixas não podiam ser abertas porque
eram oferendas para que o sol não apagasse. Mas os índios
desobedeceram abrindo-as, e o sol se apagou durante vários dias.Toda essa história parece-nos a lembrança do último
capítulo da existência do caminho, quando os espanhóis
invadiram o Peru, exigindo o resgate de Atahualpa, representante do Sol.
O carregamento de ouro transportado por Ruminháui não chegou
ao destino justamente pelo assassinato de Atahualpa. Os insetos de ouro
referidos na lenda, seriam simplesmente peças confeccionadas pelos
ourives da época, que copiavam a natureza, como borboletas, besouros,
aranhas, pássaros, macaquinhos, etc.
O destino do grande caminho para o ocidente nos Andes, já estava
resolvido, mas qual era sua origem? De onde vinha procedente do leste? Os
tukanos explicavam que ele iniciava-se no “lago branco”, ou “lago
de leite”, axpekõ-dixtara, na língua deles.
6) Foi localizada alguma peça pré-colombiana que ajude a comprovar suas teses?
Creio que as principais peças encontradas que reforçam essa
tese, são quatro armas incaicas, achadas em áreas de garimpo
de Roraima, consistindo em pedras de 8 pontas e uma de 6, com um buraco
no centro para colocar um cabo, afim de quebrar a cabeça do inimigo.
Trata-se da borduna mais usual da civilização inca. Este achado
muda a história da América, pois até agora foi um mistério
a origem do ouro saqueado pelos espanhóis em 1532, no Peru. Apoderaram-se
de 6 toneladas de peças auríferas só em Cajamarca e
mais do dobro em Cusco. Na época não existiam minas significativas
que justificassem tanto ouro no Peru. Inclusive esse foi um dos motivos
que fez surgir a lenda do El Dorado.7) Seria correto afirmar que o El Dorado foi um cemitério pré-colombiano, ou
estaria mais para um depósito de ouro?
O El Dorado não era o cemitério, mas os arredores da ilha
Maracá, que foi habitada por milhares de indígenas. A especulação
de casas de ouro e muros de cristal ficou por conta dos expedicionários
que precisavam de verbas para continuarem suas buscas. Contudo, os espanhóis
e ingleses tinham fé, porque os indígenas da Guiana usavam
adornos auríferos. A escolha da ilha como cemitério, é
porque os indígenas tem a superstição de que os espíritos
dos mortos não atravessavam a água, especialmente se os rios
possuem cachoeiras e corredeiras que fazem barulho, sendo esse o conceito
geral dos nativos da região.
Quais as fontes históricas que o levaram a desenvolver sua tese?
Todos os expedicionários do final do século XVI acabaram
convergindo a Roraima em sua busca, na época considerada como parte
da grande Guiana. As fontes históricas principais que indicam tratar-se
do lendário lago Manoa ou Parime são, via Orenoco: Berrio
(1584); pelo norte, rio Caroni: Berrio (1591), Maraver e Vera (1593) e
Raleigh (1595); pelo leste, rio Essequibo: Keymis (1596); e finalmente
pelo sul, rio Branco: Roe (1611). Fora isso, as coordenadas indicadas
por Juan de Salas (1570) são perfeitas, pois no outro lado das
serras que hoje chamamos de Pacaraima, onde nasce o rio Caroni, só
existe o lavradode Roraima.9) Como tem sido a recepção da população de Manaus e dos meios de comunicação de sua cidade em relação
a pesquisa do El Dorado?
Decepcionante, tomado com arraigado preconceito. Quem procura o El Dorado
é louco. Não querem saber se existem ou não fundamentos
históricos. E na minha profissão como artista plástico,
acham tratar-se de uma tática publicitária para vender quadros.
A culpa disso em parte se deve a que alguns amazonenses pagam para que
se divulgue serem eles os melhores do mundo. Então, se aparece
um atrevido dizendo que descobriu Manoa, já pode se imaginar o
resultado. Porém, olhando o assunto com visão profunda,
parece tudo formar parte de uma história romântica, pois
se desde o começo todos concordassem,perderia a graça…10) E como tem sido a recepção do meio científico e acadêmico às suas descobertas?
Quando o arqueólogo Gregory Deyermenjian fez as publicações
nos EUA sobre a descoberta do lago, tivemos a tremenda surpresa de que existia
uma campanha internacional contra nossas pesquisas, pois esses jornais foram
ameaçados e intimados a não apoiar nosso trabalho pela Royal
Geographic Society, da Inglaterra…inclusive temos o fax enviado pelo diretor
Mr. John Hemming…, sob pena de não mais lhes colaborar com matérias,
além de desprestigiá-los. Falava barbaridades caluniosas a
meu respeito. Deste modo, compreendemos a reação contraditória
dos jornais brasileiros, que negavam-se a divulgara descoberta.
O caso remonta a 1987,
quando anunciei a possível descoberta do Manoa, indicando que provavelmente
o lendário El Dorado se localizaria a ocidente do lago, conforme
os mapas de Hondius e Hariot, onde hoje se encontra a ilha Maracá.
Um mês depois de meu anúncio, a ilha Maracá foi interditada
para pesquisas do “meio ambiente” pela Royal Geographic Society,
em convênio com o INPA (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia).
O curioso era que somente os ingleses podiam entrar na ilha. Aos brasileiros
era permitido pesquisar somente no lavrado, a partir da ponta da ilha. Existiam
sim, “fiscais” brasileiros…era ridículo o controle com
tantos britânicos…mais de 200…e umas poucas canoas para todos,
além de que, para chegar ao centro da ilha, precisa-se uma expedição
de 5 dias com acesso somente por navegação dos dois braços
do rio Uraricuera.Depois de investigar o movimento da ilha e escutar o próprio
vigia que fazia o policiamento fluvial de Maracá, conhecido como
“Amazônas”. Seu nome é Walquimar Felix de Souza,
que relatou que os ingleses tiravam toneladas e mais toneladas de material
hermeticamente embalado, enviado de avião para a Guiana inglesa e
daí para Inglaterra. Existem testemunhas também dos numerosos
caixotes que sempre aguardavam embarque no aeroporto de Boa Vista…inclusive
quando houve intenções de inspecioná-las, até
o Itamaratí se opôs ao exame.Indagando ao vigia da ilha sobre o conteúdo das caixas, ele expressou
desconhecê-lo, porém calculava que seria ouro pelo excessivo
peso delas, pois precisavam numerosas pessoas para carregá-las e
tendo muito cuidado no transporte porque eram coisas delicadas. O INPA alegou
depois que se tratava de terra para análise na Inglaterra. Mas tantas
toneladas durante um ano? E ainda delicada? Aliás, o resultado dessas
análises nunca retornou ao Brasil, como também nenhum estudo
considerável e útil, exceto alguns folders insignificantes
que justificassem os Cz$ 14 milhões (dinheiro de março de
1987) gastos no projeto só pelo Governo Federal, segundo explicava
o diretor do INPA, cientista Herbert Schubartem, em 1988.O INPA também esclareceu
que as cargas seriam animais empalhados. Mas tantas toneladas assim? Então
se trataria da maior matança do século, fugindo a norma da
preservação. Igualmente continham herbários dissecados
e insetos, mas nunca vi insetos e folhas tão pesados!
Ante tanta ingenuidade, decidi denunciar os ingleses nos jornais, especialmente
pelo fato de que seu diretor John Hemming não era um naturalista
e sim um historiador.
Ele escreveu um livro, “Em busca do El Dorado”,
onde na página 203 descreve nitidamente que numa ilha do lago eram
enterrados os defuntos com todos seus pertences auríferos. No ato
que fiz a denúncia, revelando tudo nos jornais, os 200 ingleses desapareceram
do mapa, abandonando o Brasil, talvez pensando que as autoridades tomariam
alguma providência, mas não aconteceu absolutamente nada. E
nem eu fui processado por calúnia, conforme se chegou a divulgar.
Foi fácil livrar-se de um louco visionário…Futuramente, daqui a algumas gerações, quando os museus da
Inglaterra mostrarem o que foi levado da ilha, constará que John
Hemming foi o descobridor material dos objetos, mas não o espiritual,
porque cientificamente eu fui o primeiro a anunciar a descoberta, e se alguém
registrar estes acontecimentos, os ingleses ficarão como estratégicos
huaqueros (ladrões de túmulos), o que aliás, já
eram antes disso, como aconteceu no Egito, Gibraltar, Canadá, Peru…11) Então, toda a imprensa estrangeira foi contra suas descobertas?
Não houve reação favorável?Houve reações muito boas, sim, especialmente se não
existe o preconceito. Qualquer protesto ou contestação surge
somente pela falta de conhecimento. Desde modo, quando o jornal The Herald
(Flórida, EUA) dedicou seu suplemento dominical às pesquisas,
o arqueólogo consultado expressou que as lhamas não poderiam
sobreviver na Amazônia para vir buscar os minérios pelo caminho
pré-colombiano. Contrariando sua contestação, existe
em Manaus um criador de lhamas na fazenda São Salvador, km 16 da
BR 010. Elas estão perfeitamente aclimatadas, e todos os anos são
expostas nas exposições agropecuárias.Em 1988 fiz uma exposição de arte e pesquisas em Viña
del Mar, no Chile, tendo uma excelente acolhida pelos jovens, que achei
muito abertos às novas propostas, tanto que o principal jornal
do Chile, El Mercurio, dedicou sua revista de Domingo às descobertas.
O Brasil não fica por menos na classe jovem, pois recentemente
a Universidade do Amazônas fez uma exposição sobre
meu trabalho, tendo uma excelente receptividade, embora não faltou
algum protesto pelo fato de eu não possuir um diploma acadêmico.
Para equilibrar essa falha, apresentei um painel com minhas distinções
em que constam três prêmios em concursos mundiais e dois nacionais,
além dos regionais. Aliás, sou o único artista de
Manaus que possui essa qualificação.12) Você poderia citar alguns dos profissionais, nacionais e estrangeiros, que já trabalharam na sua equipe?
Os profissionais que posso citar foram, desde o começo, o missionário
Casimiro Beksta, professor de antropologia aplicada do CENESC (Centro
de Estudos do Comportamento Humano) de Manaus, a quem cito com muito carinho
porque teve a paciência de me orientar todos esses anos dos problemas
antropológicos da Amazônia.Depois a arqueóloga carioca Arminda Souza, na época funcionária
do SPHAN (Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico
Nacional). Porém, influenciada pelo preconceito dos “especialistas”
de Manaus, sobre minhas pesquisas não convencionais, especialmente
na busca do “ilusório” lago do El Dorado, preferiu ficar
de fora, perdendo a chance de figurar para a posteridade histórica
do Brasil, como participante da grande descoberta de Manoa.Também desde o começo, vinha me orientando o geólogo
Frederico Guimarães Cruz, na época funcionário do
DNPM de Manaus. Já em 1986 trocávamos opiniões sobre
uma grande mancha escura existente em Roraima, detectada pelos mosaicos
aéreos do RADAMBRASIL. Pelo que indagamos se trataria dos vestígios
de um lago. Frederico frisou que para isso deveria haver marcas d’água
nas rochas. Assim, nos primeiros dias de janeiro de 87, lancei-me a investigar.
Tendo como resultado o já citado encontro com os sinais do nível
d’água do grande lago, embora isto achava-se na terra mesmo e não
nas rochas. O Dr. Fredi é um homem de caráter e personalidade,
jamais se importou com o preconceito do povo, tanto que me honrou fazendo
o prefácio de meu livro. Em função disso, quando
o Brasil conseguir romper a barreira do desconhecimento, ele será
lembrado como participante da descoberta desse lago extinto, o lendário
Manoa.Em 1987, entrou o geólogo roraimense Salomão Cruz, irmão
do governador Getúlio Cruz, na época. O Dr. Salomão
era diretor da CODESAIMA, tornando-se um ativo colaborador, fornecendo-nos
uma toyota da empresa para pesquisas. Seus conhecimentos da região
ajudou-nos significativamente ao afirmar de forma categórica a
constituição lacustre do lavrado, não tendo dúvidas
de que a área esteve submersa. Embora não havia conhecimento
de quantos lagos se trataria. Coube a nós, com altímetro
na mão, percorrer centenas de km, seguindo as marcas do nível
da água até a Guiana, constatando que pertencia somente
a um lago, independente das diferenças estruturais do solo.A seguir foi a vez do geólogo Gert Woeltye, na época professor
da FUA (Fundação Universidade do Amazônas), assim
como funcionário do DNPM de Manaus. Quem percorreu o lavrado de
Roraima junto com numerosos alunos, fazendo aula in-loco sobre a extinção
do lago. Tivemos a honra de que todos seus dados técnicos sobre
o lago, foram inseridos em nosso livro.O último profissional participante foi o arqueólogo norte-americano
Gregory Deyermenjian, que nos acompanhou numa expedição
a Roraima em 1997, constatando os problemas geológicos e históricos
de Roraima. No retorno aos EUA, fez uma palestra no centro principal do
Explorer Club em Nova York, e Expedition News de Connecticut.13) Além de sua equipe, existe alguma outra interessada na região, seja ela nacional ou não?
Não existe equipes interessadas, exceto pessoas independentes que
leram meu livro, assim vieram me acompanhar nas expedições
dois norte-americanos, um alemão, um canadense, dois italianos,
um espanhol e uma equipe de TV chilena, todos com profissões diferentes,
desde cineastas até aventureiros. Ano passado houve muito interesse
da Discovery Channel sediada na Flórida, porém o propósito
“murchou”, provavelmente porque devem ter pedido informações
a Royal Geographic Society, que são os patronos internacionais
da Discovery.Em 1994 veio a TV nacional do Chile, do programa “El Mirador”,
em função da publicação do jornal Folha de
São Paulo (27/05/93) que lançou uma reportagem de um louco
chileno…eu…que procurava o El Dorado na Amazônia, frisando que
a comunidade científica de Manaus (o INPA), ironizava meu trabalho.
Assim, a TV chilena veio correndo a filmar seu patrício que buscava
o “sonho do El Dorado”. No começo fiquei animado porque
seria a oportunidade de mostrar fundamento histórico no assunto.
Mas foi grande a minha decepção ao ver que eles desejavam
mesmo o SONHO, negando-se a filmar qualquer prova que representasse a
realidade. Assim, descartaram as marcas d’água do lago nas serras,
como também as centenas de petroglifos da ilha Maracá. Por
minha insistência, entrevistaram o geólogo Salomão
Cruz em Boa Vista, que deu numerosos argumentos científicos sobre
a existência do lago, mas isso tudo foi eliminado.Outra tentativa de filmar os vestígios do lago foi com a TV Amazônas
Canal 5, em 1993. Consegui convencer de sua realidade ao diretor Sr. Felipe
Daou. Porém quando chegamos na área, o câmera da equipe
se negou a filmar alegando que aquilo não prestava para TV, revelando
todo o preconceito que existia sobre mim. Para piorar a situação,
a malária estava manifestando-se no meu organismo. Fiquei sem ânimo
para discutir. Portanto, perdemos a viagem, as despesas com hotel, etc…e
o que foi pior, fiquei desprestigiado perante o diretor da TV. Estava
“confirmado” que eu “sonhava”.14) Quais as principais dificuldades que tem encontrado para a realização de suas expedições?
O preconceito e a falta de dinheiro. Felizmente sou um bom pintor, e os
lucros tenho investido em pesquisas. Assim, durante 20 anos financiei
minhas próprias expedições. Nunca procurei patrocínio,
pois quem iria financiar a busca de uma “fantasia”? Porém,
com as dificuldades econômicas que o país está passando,
já não posso mais me dar ao luxo de pagar viagens, de modo
que esta última expedição de fevereiro foi financiada
por um norte-americano, e a anterior por dois italianos e um canadense.
15) Isso vem de encontro a minha próxima pergunta. Você é um excelente pintor,
então suas obras ajudam de certa forma seu trabalho de pesquisa…
Sim! A arte tem me ajudado enormemente nas pesquisas. Sem ela jamais teria
feito essas descobertas. Tudo começou com os yanomami, quando desenhava
centenas de rostos, reparando que os antropólogos estavam errados
ao defini-los como uma raça única, geneticamente “pura”,
em circunstâncias que possuem quatro tipos humanos diferentes e integrados
em épocas distintas, se estudarmos os protótipos que colonizaram
a América.A verdade é que a análise anatômica das feições
indígenas é um campo inexplorado pela antropologia, pois a
classificação dos grupos tribais no Brasil baseia-se na glotologia
(língua). Porém os silvícolas são nômades
e adotam as línguas alheias da região onde se mudam, alguns
até várias vezes como aconteceu com os baníwas do rio
Içana. Outro método de distinção é a
cultura, material ou espiritual, mas estas, do mesmo modo que a língua,
podem ser adotadas, impostas ou perdidas. A terceira fórmula é
a mais perfeita, que consiste nos teste de DNA, porém nada é
infalível, pois para ser satisfatória é necessário
testar em laboratório milhares de indivíduos e ainda podem
orientar errado se trata-se de migrações onde não nasceram.
16) Em 1994, você publicou o livro “Uma Luz nos Mistérios Amazônicos”, atualmente esgotado.
Fale-nos mais sobre esse trabalho.
O livro foi o prêmio de publicação no concurso de História
da SUFRAMA (Superintendência da Zona Franca de Manaus), ganho em 1988.
Porém, pensando na posteridade, é bom que se conheça
a verdade, pois a comissão julgadora me deu o segundo lugar inicialmente,
porque a obra fugia da temática histórica, incluindo geologia
e antropologia. Mas pergunto, como ia explicar a existência do lago
sem os dados geológicos? Ou como ia esclarecer a origem dos nativos
amazônicos sem informações étnicas?O leitor precisa saber que todos os aventureiros, pesquisadores, cronistas,
etc, que escreveram sobre o Amazônas, basearam-se numa rápida
expedição de dias, semanas ou meses, falando muito e estudando
pouco. Assim, nossas investigações com mais de 20 anos, devem
estar bem perto da verdade.17) Em 1997, você fundou o “Parime Expedition – Centro de Pesquisas Etno-históricas”.Quais os objetivos dessa instituição?
A “Parime Expedition” ficou parada quando percebi que a instituição
viraria um órgão turístico, que não é
a modalidade que me interessa. Para essa finalidade, um dos norte-americanos
que me acompanhou na última expedição, Mark DeMaraville,
que trabalha com turismo, começará a trazer na próxima
temporada, pacotes turísticos para grupos que desejem conhecer onde
ficava o lendário lago do El Dorado. Assim, os norte-americanos ficarão
conhecendo a realidade histórica antes que os brasileiros, lamentavelmente.
O mesmo acontecerá com a segunda edição do meu livro,
pois recentemente tenho visitado numerosas empresas e todas se manifestaram
impossibilitadas de patrocinar uma nova impressão, exceto se fosse
sobre o “Boi Bumbá”, que aliás já fizeram
na minha frente duas grandes obras. Não nego a beleza das festas,
mas não houve um critério que preservasse a cultura original
indígena.O norte-americano DeMaraville…que também é bibliotecário
de Massachusett… opinou que nosso livro “Uma Luz nos Mistérios
Amazônicos” é a melhor obra já feita no mundo sobre
oEl Dorado. Respeito muito sua opinião como bibliotecário,
mas só posso lamentar que não vai ser impresso no Brasil.
18) Uma última pergunta. Você foi um dos precursores no Brasil, da técnica de investigação
conhecida como ‘morfologia somática”. Do que consiste essa técnica?Pratico desenho da figura humana desde que tinha 4 anos de idade, portanto
fazem 63 anos, e comecei profissionalmente quando tinha 12, em 1947, fazendo
rostos publicitários para a Fonck Propaganda no Chile. O que desejo
transmitir é que uma vida inteira retratando feições,
me possibilitam enxergar coisas que uma mente comum é incapaz de
ver. Por exemplo, numa caveira, detecto toda a anatomia superficial. Do
mesmo modo, o rosto de um indígena me conta todo seu passado, as
miscigenações, os climas onde morou, as migrações,
etc. Se isso for aliado ao estudo dos povos que habitaram o planeta, resulta
fácil entender suas ligações.Quando há mais de 20 anos comecei minhas pesquisas antropológicas,
detectei logo que os primeiros colonizadores da América eram negros,
assunto que foi tomado como um disparate. Recentemente, os arqueólogos
de São Paulo admitem agora como se fosse descoberto por eles. Minha
tese dos paleoíndios serem negróides foi apresentada publicamente
no concurso de História da SUFRAMA em 1988.Muitas pessoas me perguntam porque não tiro um diploma como antropólogo,
mas a minha formação vai além disso, não posso
recuar numa qualificação superada. Não existe diploma
para 60 anos de prática.“Dalton Delfini Maziero
é historiador, maquetista, expedicionário e idealizador do
site Arqueologiamericana. Dedica-se atualmente, à construção
de maquetes arqueológicas e instalação de espaços
culturais”Categoria: Curiosidades, Geral, Pensamentos, Tomada de Consciência | Sem Comentários

